Com 56% de positividade em fevereiro, a intervenção federal no Rio de Janeiro e a segurança pública ocuparam um terço de todo o debate entre opinião pública e formadores de opinião desde que foi anunciada


Um Carnaval marcado pelo desagravo à política é a última forma de expressão da sociedade para dar voz à indignação e desalento captado no IP Brasil Opinião nesses primeiros 15 dias de fevereiro.


Com um IP Brasil Opinião de 38% em fevereiro, até o dia 7, a percepção dos diversos públicos avaliados pela agência de análise .MAP mantém o nível de crise e a liderança do pessimismo é depositada no desemprego. O fato revela que sociedade não valida os dados econômicos mais positivos.


O IP Brasil encerra janeiro com a percepção do brasileiro sobre o país estacionada em 33% de positividade, para um índice que varia de zero a 100%. O nível é de crise. O primeiro mês do ano sobe apenas três pontos percentuais acima de dezembro e mantém o patamar dos últimos cinco meses.


A melhora substancial da Economia foi insuficiente para amortecer a percepção negativa no campo da Política e no Bem-estar que caracteriza o início do ano.


Bem-Estar sobressai no mês e responde por 52% do debate. Manifestações sugerem uma sociedade de perfil progressista: intolerante ao racismo, contrária à homofobia e preocupada com a educação. No aborto, há equilíbrio de opiniões.


Após uma melhora pontual em setembro, o Índice de Positividade das opiniões da sociedade sobre a agenda nacional (IP), medido pela .MAP, recuou quase dez pontos percentuais em outubro, caindo a 28%.


A positividade das expectativas do público em geral e formadores de opinião na primeira quinzena de outubro registrou queda em relação ao final de setembro. A queda foi puxada pelos temas da Política com investigações envolvendo Michel Temer e Aécio Neves e críticas à atuação do STF. O Índice , medido pela .MAP, ficou em 33%, um recuo de três pontos percentuais.