Destaques do setor – 20 de maio de 2019 – 1ª edição


São Paulo, 20 de maio de 2019

Os cortes de orçamento do Ministério da Educação seguem no centro da cobertura do setor, com destaque para possível impacto na realização e amplo espaço dedicado a críticas de especialistas à medida do governo. O Globo sublinhou no sábado que o Inep, autarquia responsável pela realização do exame nacional, perdeu 26% de seu orçamento discricionário e técnicos temem que não será possível organizar a prova. O recém-nomeado presidente do instituto, Alexandre Ribeiro Pereira Lopes, garantiu que o Enem será realizado. Entre as avaliações sobre o contingenciamento nas verbas, a presidente da organização Todos Pela Educação, Priscila Cruz, diz hoje ao Estado que o MEC poderia ter lutado por menos cortes, aproveitando o momento de austeridade para “ajustes de contratos, soluções criativas e planejamento estratégico”.

A Estácio, por sua vez, ganha amplo espaço em veículos de todas as regiões do país com a realização de campanhas de saúde com prestação de serviço à população e debates para conscientização, como a Semana da Saúde no Rio, e a ação pelo Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal, em Goiás.

ESTÁCIO

O jornal Notícias do Dia, de Santa Catarina, pontuou em sua edição impressa a primeira Semana da Inovação e Empreendedorismo, que ocorre a partir de hoje no campus Florianópolis. O evento é uma iniciativa dos alunos da disciplina cultura empreendedora dos cursos de administração e de ciências contábeis. Já o jornal goiano O Hoje salientou a participação de alunos e professores da área de saúde da unidade Goiás de ação pelo Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal. Durante o evento, eles prestaram serviços gratuitos como fornecimento de informações sobre doenças inflamatórias intestinais, orientação de quesitos nutricionais, aferição de pressão arterial e medição do índice de massa corporal. Outro portal goiano, o NewGo, enfatiza ação sobre a importância das plantas medicinais, que acontecerá amanhã no campus Goiás. Por sua vez, o dia de palestra e debates filosóficos promovido pela unidade Alexandrino, em Natal, com o tema Valorização da Vida, foi destacado por dois blogs de jornalistas locais, Liege Barbalho e Flávio Marinho. O evento faz parte da campanha Maio Amarelo, de conscientização sobre as mortes no trânsito. No Rio, a Semana da Saúde promovida pela unidade Petrópolis, com a apresentação de diversas palestras gratuitas para a comunidade, esteve na edição impressa do Diário de Petrópolis e no site Acontece em Petrópolis. Por fim, o Encontro com os Jornalistas do Amapá, a ser organizado pela Estácio de Macapá no próximo dia 24, saiu no Diário do Amapá. Nota com foto da jornalista Diani Corrêa, coordenadora do evento, frisa que o foco do debate vai ser o ensino superior no país.

A Estácio sobressai também com a opinião qualificada de seus docentes e o trabalho de excelência de seus alunos. No Correio Braziliense, a professora de psicologia da unidade Macapá Mariana Morais fala sobre um novo estudo que propõe treinar o cérebro para a não ingestão de doces. “Na prática, o indivíduo torna-se capaz de estabelecer novas relações entre informações que anteriormente podiam não ter relevância ou não eram conhecidas”, explica, sobre os impactos da mudança gradual de comportamento. O texto foi reproduzido pelos sites UAI, Jornal da Franca e O Dia. Já na página do G1 dedicada a notícias do Mato Grosso do Sul, reportagem lista os campeões do Prêmio Morena para os melhores da publicidade. Entre eles, na categoria acadêmicos, a peça Seja Especial, dos alunos da Estácio Isadora Moreira e Isaac Teixeira.


SETOR E CONCORRENTES

O Enem foi tema dos jornais no sábado. O Globo sublinhou que os cortes de verbas do governo atingiram também o Inep, autarquia responsável pela realização do exame nacional. O instituto perdeu 26% de seu orçamento discricionário e técnicos temem que o recurso restante não será suficiente para bancar as contratações necessárias para o exame e fazer também a avaliação da educação básica prevista para este ano. O Inep não comentou oficialmente os efeitos do contingenciamento em suas ações, mas o recém-nomeado presidente da autarquia, Alexandre Ribeiro Pereira Lopes, garantiu que o exame será realizado no prazo, em declarações reproduzidas também por Folha e Estado. Os dois jornais paulistas pontuam que Lopes é o terceiro a ocupar o cargo em cinco meses.

As políticas do governo para o ensino superior seguiram com a maior parte da cobertura do setor. O Estado salientou no sábado um novo decreto assinado pelo governo Jair Bolsonaro que tem causado polêmica em universidades federais. O texto dá poder ao ministro da Casa Civil para fazer nomeações dos cargos de nível 5 e 6 do grupo DAS (Direção e Assessoramento Superiores), que nas universidades representam funções do alto escalão e eram até então escolhidas pelo reitor. Especialistas ouvidos pelo jornal veem no decreto uma violação à autonomia administrativa e de gestão das instituições, garantida pela Constituição. O MEC afirma que o decreto não muda a prática, apenas regulamenta procedimentos já existentes. Nesta segunda, a Folha pontua que o governo tem retido a nomeação de oito reitores de instituições federais. O ministro Abraham Weintraub indicou em audiência no Senado que o atraso tem relação com questões políticas. As instituições reclamam que a falta de definição gera entraves na administração e planejamento.

O impacto dos cortes nas universidades também se manteve, principalmente em espaços opinativos. No sábado, a Folha trouxe entrevista com o reitor da USP, Vahan Agopyan, que afirmou ver na redução do orçamento do ensino uma decisão de cunho político e se disse preocupado com a incompreensão da importância da educação para o desenvolvimento do país. O jornal pontuou ainda declaração do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de que as instituições públicas paulistas não sofrerão cortes e que o aporte feito pelo estado a USP, Unesp e Unicamp está garantido. Na segunda, o jornal entrevista Sean Harford, diretor do órgão que inspeciona escolas da Inglaterra. Ele defende que a estratégia do governo de tornar a educação mais prática e voltada ao mercado de trabalho é perigoso e pode levar a prejuízos para o aprendizado. O Estado, por sua vez, traz artigo do ex-ministro da Educação José Goldemberg em que pontua que não há verba para expandir o número de instituições públicas. Diante do custo médio por aluno de R$ 27 mil, ele defende que cabe aos reitores liderar um esforço de racionalização do orçamento. Já a presidente da organização Todos Pela Educação, Priscila Cruz, dá entrevista à colunista Sônia Racy em que avalia que o MEC poderia ter lutado por menos cortes, aproveitando o contingenciamento para fazer “ajustes de contratos, soluções criativas e planejamento estratégico”. No Globo de hoje, o colunista Antônio Gois avalia que a postura combatente de Bolsonaro e do ministro Weintraub serviu para dar à oposição um mote que mobiliza boa parte da população: a defesa da educação pública. O jornal carioca traz ainda levantamento da FGV sobre o impacto dos cortes do MEC no Twitter, que levaram a educação a superar corrupção e economia como temas mais comentados na plataforma. A maioria dos tuítes publicados entre 13 e 16 de maio (66,5%) é crítica ao governo.

No domingo, o Globo dedicou sua manchete para os desafios do Ministério da Educação. O jornal consultou especialistas da área para apontar quais são os seis principais gargalos do ensino no país, e entre eles ficou o acesso ao ensino superior. A reportagem defende que incluir brasileiros na universidade é um dos maiores desafios do país e pontua que a meta foi dificultada pelos cortes feitos desde 2014 nos orçamentos das universidades federais. O jornal carioca entrevistou também Maria Helena Guimarães, secretária-executiva do MEC na gestão Temer. Ela faz um diagnóstico da atual gestão da pauta e diz que falta diálogo com a área econômica, setores da política e da sociedade para resgatar recursos. Ela critica ainda a pauta ideológica, que põe em risco diversos itens da agenda do ministério.  

A promoção da diversidade no ambiente escolar também foi tema no fim de semana. O Globo enfatizou no domingo a criação de coletivos de alunas, inspiradas pelo feminismo, em diversos colégios do Rio de Janeiro. Os grupos promovem debates, fazem intervenções artísticas e criam redes de apoio. Já hoje, a Folha sublinha que ao menos 12 universidades federais do país têm cotas para alunos trans, grupo que ainda têm presença pequena na educação superior, 0,1%, segundo dados da Andifes (entidade de reitores). Este tipo de cota tem ganhado mais fôlego na pós-graduação, em nove universidades, como as do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Brasília. Nas federais do ABC, da Bahia e do Sul da Bahia, a política se estende também para a graduação.  

Em outra frente, a coluna de Ancelmo Gois de hoje sublinha um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro pela obrigatoriedade de “alguma modalidade de luta corporal” para as alunas nas aulas de educação física de escolas públicas e privadas. Na justificativa, o deputado Rosenverg Reis afirma que é para “preparar as mulheres a se defenderem em situações de violência”.

Estácio, Notícias do Dia

Maio Roxo, O Hoje

Fim do jogo para as guloseimas, Correio Braziliense

Prêmio Morena de Criação Publicitária revela os melhores na edição 2019, G1 Mato Grosso do Sul

Valorização da vida, Liege Barbalho

Estácio e STTU realizam evento para valorização da vida no trânsito, Blog do Flávio Marinho

Semana da Saúde, Diário de Petrópolis

No rádio, Diário do Amapá

Ação em Goiânia destaca importância das plantas medicinais, NewsGo

Decreto cria polêmica em universidades, Estado, sábado, A23

Novo presidente do Inep garante prazos do Enem, Estado, sábado, A23

A educação sem rumo, Globo, domingo, 39 e 40

‘O problema do MEC é a falta de diálogo’, Globo, domingo, 41

Inspiradas pelo feminismo, alunas criam coletivos em suas escolas, Globo, domingo, 42

Corte de 26% ameaça Enem, Globo, sábado, 26

Bolsonaro não entendeu protestos pela educação, afirma reitor da USP, Folha, sábado, B1

Universidades de SP não terão cortes, diz Doria, Folha, sábado, B2

Servidor da Casa Civil será o terceiro presidente do Inep da gestão Bolsonaro, Folha, sábado, B3

Sonhos e realidades do ensino superior no Brasil, Estado, segunda, A2

O MEC poderia ter lutado por menos cortes, Estado, C2

Porrada! Porrada!, Globo, segunda, 9

Educação muda debate no Twitter, Globo, segunda, 23

Três dias sem acidente no MEC, Globo, segunda, 23

Pelo debate educado, Folha, segunda, A2

Estreitar campos de aprendizado piora a educação, diz especialista, Folha, segunda, A18

Ao menos 12 universidades federais do país têm cotas para alunos trans, Folha, segunda, B4

Governo atrasa nomeação de oito reitores, Folha, segunda, B5