Destaques do setor – 08 de julho de 2019

São Paulo, 08 de julho de 2019

Duas universidades públicas ganham destaque na cobertura do fim de semana. O Globo noticiou no sábado que a UNB não vai mais adotar o Sisu. Entre os motivos da mudança estão o não preenchimento de todas as vagas, sendo necessárias várias chamadas, além da alta evasão dos estudantes que entram pelo sistema. Já a UFRJ foi tema do Globo no domingo, que aborda propostas trazidas pela nova reitora, Denise Pires de Carvalho, como trazer vozes discordantes para debater o futuro da instituição e a concessão de áreas da entidade para a iniciativa privada para gerar receita. Nesta segunda-feira, a educação teve maior espaço em artigos e análises que pontuam os desafios do ensino público. Entre eles, os diretores do Datafolha escrevem, na Folha, que a educação alcançou sua maior taxa de menções como principal problema do país desde que a pesquisa começou a fazer a pergunta em 1996, no governo de FHC.

A Estácio, por sua vez, sobressai em dois veículos nordestinos com projetos que unem prática profissional e responsabilidade social, levando alunos de arquitetura e medicina a prestar serviços para as comunidades locais em Parnamirim (RN) e Barbalha (CE). A universidade tem amplo espaço também em quatro portais e jornais do Rio de Janeiro, com notícias ligadas à chegada do novo semestre, como bolsa para servidores de Mesquita e o Mega Vestibular de Aniversário.

ESTÁCIO

A Tribuna do Norte frisa o projeto de extensão ‘Macambira: Arquitetura Sustentável e Eficiência Energética de Edificações’, que promove desenvolvimento de projetos de arquitetura baseados nos princípios de sustentabilidade. Atualmente, a equipe de 15 alunos elabora uma área de lazer para a Escola Municipal José Augusto Nunes, no município de Parnamirim. De acordo com o coordenador do projeto, Giovani Pacheco, eles identificaram um espaço vago, a céu aberto, sem utilidade. “Para o local, vamos trabalhar com materiais reciclados e em contato com a natureza.” Já o Blog do Lucion Oliveira salienta nova parceria do Projeto de Extensão Laboratório de Tanatologia da Estácio FMJ com a Associação Casa Esperança e Vida de Assistência às pessoas com câncer de Barbalha. O site abre espaço para declaração do professor Djailson Ricardo Malheiro, coordenador do projeto. “A tanatologia pode possibilitar importantes conquistas para os familiares e pessoas com a doença. Além de colaborar enormemente no contexto de ampliar os horizontes daqueles que atuam com os pacientes, dentro do processo de elaboração das perdas.”

Em outra frente, a ex-aluna Mickaella Marques Ribeiro, graduada em gestão de recursos humanos, é personagem de reportagem do Correio Braziliense sobre como se manter atualizado no mercado de trabalho. Ela conta ao jornal que aposta em ferramentas on-line para se capacitar e concluiu um curso técnico em segurança do trabalho a distância. 

No Rio de Janeiro, o jornal A Voz da Cidade pontua a realização do Mega Vestibular de Aniversário; A Tribuna registra a participação da coordenadora do curso de Jornalismo, professora Kátia Adriana Falcão Pereira Esposito, no debate sobre fake news promovido pelo Congresso Estadual de Jornalismo; e o Blog do Elizeu Pires sublinha bolsa de 50% concedida a servidores da Prefeitura de Mesquita. Já o Portal Giro, de Petrópolis, noticia as eleições para a formação do Conselho Municipal de Inovação, que terá cadeiras ocupadas por representantes de instituições de ensino superior. Na reportagem, Marcia Borges, coordenadora do curso de Moda da universidade e especialista em economia criativa, pontua a importância do conselho. “Temos que estar juntos fomentando a inovação que pode ser melhor incentivada a partir da participação de agentes de vários setores nesse processo.”

SETOR E CONCORRENTES

A mudança na reitoria da UFRJ, assumida na semana passada por Denise Pires de Carvalho, foi tema de dois colunistas do Globo no domingo. Ancelmo Gois pontuou que Carvalho deve buscar opiniões discordantes na hora de decidir o futuro da instituição. “A pluralidade de ideias e o sabor do contraditório são os pilares da democracia e da liberdade”, dirá nesta segunda, em seu discurso de posse, segundo o colunista. Já Elio Gaspari é crítico dos planos da reitora de privatizar 485 mil metros quadrados de terreno da universidade para obter receita. Ele chama a atenção para a situação do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, que já foi referência na cidade e hoje está em condições precárias. 

Outra universidade pública, a UNB, foi tema de reportagem no Globo de sábado por conta da mudança no processo de seleção. A instituição de Brasília informou na sexta que não vai mais adotar o Sisu. Os candidatos ainda vão poder usar a nota obtida no Enem, mas deverão se inscrever por meio de edital próprio da universidade. O novo formato será implementado a partir de 2020. Entre os motivos da mudança estão o não preenchimento de todas as vagas do Sisu, sendo necessárias várias chamadas, além da alta evasão dos estudantes que entram pelo sistema.

Já nesta segunda-feira a cobertura de educação fica concentrada nos espaços opinativos, com foco central nos desafios para uma educação pública de qualidade. No Estadão, os diretores do Todos pela Educação Olavo Nogueira Filho e João Marcelo Borges escrevem artigo sobre a importância de se criar uma agenda nacional efetiva para a educação básica e dizem ver no Ministério da Educação uma tentativa em curso de recuperar o tempo perdido nos primeiros seis meses de governo. No Globo, o presidente do Instituto Alfa e Beto, João Batista Araujo e Oliveira, elenca alguns itens que considera errados no mecanismo do Fundeb, ferramenta de financiamento da educação pública. Entre eles, as disparidades na divisão dos repasses federais aos Estados e a priorização nos repasses à Brasília.   

O desempenho do governo na área de educação é apontado em análise dos diretores do Datafolha na edição de hoje da Folha como uma das causas da baixa aprovação do presidente Jair Bolsonaro na pesquisa, após seis meses de governo. Apenas um terço dos entrevistados avalia a atuação do presidente como boa ou ótima. A educação alcançou sua maior taxa de menções como principal problema do país desde que o Datafolha começou a fazer a pergunta em 1996, no governo de FHC. Já o ministro Abraham Weintraub é o mais desconhecido e impopular ministro de Bolsonaro entre os avaliados. Dentre os 31% que já ouviram seu nome, apenas 9% o avaliam de forma positiva.  

O descontentamento com a política educacional do pesselista pode ser vista também nas ruas de São Paulo ontem. Os cortes nas verbas de instituições de ensino e promoção de pesquisas foram criticados na Marcha pela Ciência, que reuniu grupo de cerca de 50 pessoas na avenida Paulista. Outros atos estão previstos para hoje em Olinda e Natal.

Em outra frente, o Valor pontua a iniciativa do Centro Educacional Assistencial Profissionalizante (Ceap). A escola técnica funciona em Pedreira, um dos bairros com pior IDH de São Paulo, e garante aos alunos de baixa renda altos índices de empregabilidade, além de incentivo à entrada na universidade. A entidade é bancada por doações de pessoas físicas e empresas, com um orçamento anual de R$ 5 milhões.   

O jornal econômico descreve também o programa Desafio Safra Top Gestor, em que mais de 2 mil universitários se inscreveram para participar de disputa sobre mercado financeiro no banco Safra. Eles são divididos em 180 grupos que simulam a carteira de um fundo multimercado e até novembro vão apresentar suas ideias de investimento. A equipe vencedora ganha R$ 10 mil. 

REDES SOCIAIS

No Twitter, a Estácio ganha menção de alunos em posts de brincadeira que estimula usuários a listarem todas as instituições de ensino pelas quais passaram. Já nas redes próprias, predominam comentários de alunos sobre a indisponibilidade do boleto e a falta de acesso às notas, além de alguns questionamentos sobre o SIA estar fora do ar e desabafos genéricos contra a universidade.

O setor educacional não marca presença nos assuntos do microblog dos últimos três dias. O assunto onipresente nas redes ao longo desse período foram os vazamentos das conversas atribuídas a Sérgio Moro pelo site Intercept.

Confira 56 referências para a carreira, são séries, filmes, livros e cursos, Correio Braziliense

Projeto de Extensão em Tanatologia firma parceria com Associação de assistência às pessoas com câncer, Blog do Lucion Oliveira

Projeto reestrutura escolas e elabora cartilha de arquitetura, Tribuna do Norte

Mega Vestibular, A Voz da Cidade

Congresso Estadual de Jornalistas debate ‘fake news’, A Tribuna 

Moradores de Mesquita terão 50% de desconto na Estácio, Blog do Elizeu Pires

Eleição do Conselho Municipal de Inovação será no dia 16 de agosto, Portal Giro 

Reitora da UFRJ quer ouvir as vozes discordantes, Globo, domingo, 14

A privataria ameaça UFRJ, Globo, domingo, 5

UNB deixará de usar Sisu para selecionar estudantes em 2020, Globo, sábado, 25

Bases para uma agenda efetiva na educação básica, Estado, segunda, A2 

Economia e educação começam a pesar na imagem de Bolsonaro, Folha, segunda, A8

Marcha pela Ciência em SP mira Bolsonaro, Doria e cortes, Folha, segunda, B11

Curso técnico dá nova perspectiva a jovens carentes, Valor, B6

Safra reúne universitários em desafio de gestão de ativos, Valor, C8