A positividade das expectativas do público em geral e formadores de opinião na primeira quinzena de outubro registrou queda em relação ao final de setembro. A queda foi puxada pelos temas da Política com investigações envolvendo Michel Temer e Aécio Neves e críticas à atuação do STF. O Índice , medido pela .MAP, ficou em 33%, um recuo de três pontos percentuais.


Sinais favoráveis na economia, movimentos partidários com vistas às eleições do próximo ano e defesa da diversidade fazem a diferença e elevam a percepção positiva da sociedade em setembro.


Eleições e aumento do debate contra a homofobia garantem expectativas positivas. Economia melhora, mas em nível de crise


A visão da sociedade em relação aos grandes temas da Agenda Nacional registra melhora em setembro, tanto nas redes sociais quanto nos veículos impressos. A positividade saltou de 31%, em agosto, para 42% nos 20 dias de setembro.


O mês de agosto se caracterizou pela melhora dos indicadores econômicos e consolidou a aposta dos analistas no fim da recessão. Dados e discursos, contudo, não foram percebidos desta forma pelo público.


Com queda na qualidade das percepções em política, economia e bem-estar, o IP Brasil Opinião passou de 38,4% para 29% na comparação semanal. O índice de positividade atinge, portanto, nível de crise de percepção sobre o País.


Na Economia, o IP encerra em julho com 12%, ou cenário de crise. O principal fator de negatividade foi a aprovação da reforma trabalhista com formadores de opinião na imprensa e a população ativa nas redes sociais divergindo sobre o tema. Enquanto na Opinião Publicada o IP da reforma trabalhista é de 97%, a positividade do tema na Opinião Pública é de apenas 9%. O discurso difundido na internet é panfletário e faz alusão à perda de direitos que a reforma aprovada trará para a população.


Enquanto na imprensa as questões político-econômicas da atual conjuntura dominam o debate, as redes sociais começam a abrir mais espaço para questões sociais envolvendo as minorias – como o ativismo LGBT, a luta contra o machismo e o racismo estrutural da sociedade brasileira. A disposição é para o debate, o que leva a positividade de Bem-Estar avançar de 25% para 49%.


Positividade cai para 34%, menor patamar dos últimos 12 meses, e reflete o desalento da sociedade com a Política e o mau-humor com medidas como a alta do imposto para o combustível e a reforma das leis trabalhistas

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