Governo Bolsonaro sofre impacto do Coaf e vê apoio cair a 48%

Para professor Heron do Carmo, patamar não é confortável a um presidente que acabou de se eleger e

Para professor Heron do Carmo, patamar não é confortável a um presidente que acabou de se eleger e precisa de apoio para viabilizar reformas
  • As boas perspectivas com o governo Bolsonaro – confirmadas pela pesquisa Ibope/CNI divulgada hoje, que aponta que para 75% dos brasileiros o presidente eleito está no caminho certo – sofre seu primeiro teste: o Coaf. As informações divulgadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras de que ex-assessor de Flávio Bolsonaro movimentou R$ 1,2 milhão em um ano repercutem nas redes sociais e se refletem na queda da confiança do brasileiro. Em dezembro, está em 47%. Os dados são do IP Brasil Opinião, produzido pela agência de inteligência .MAP, que analisou mais de 4,5 milhões de posts neste mês.
  • O percentual é mais elevado que o dos primeiros seis meses do ano, quando o indicador registrou média mensal de 33%. Mas, para o professor da FEA e consultor técnico da .MAP Heron do Carmo, o patamar não é confortável para um presidente que acabou de ser eleito. “É fundamental para um presidente que acabou de se eleger começar o governo com aprovação grande, sobretudo para que possa viabilizar as reformas”, afirma.
Evolução de Impacto e Positividade

Fonte: .MAP
  • A Política é o componente que faz pressão sobre as expectativas da sociedade. Após atingir 58% em agosto, pico positivo do ano, passou a recuar mês a mês e atingiu 40% em dezembro. Além do Coaf e das críticas a parte do ministeriado escolhido pelo presidente eleito, a confiança do público sofre o efeito negativo do reajuste dos salários do STF. A imagem da Suprema Corte tem mais um mês de grande desgaste. Entre a opinião pública, apenas 5% a aprovam. Individualmente, o apoio ao Governo Bolsonaro é de 48% na opinião pública e de 44% entre os formadores de opinião. É o assunto mais discutido nas redes, com 35% do total.
  • Saindo da Política, o Feminismo lidera os debates, com 85% de aprovação, e mostra que a futura ministra das Mulheres, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, terá de lidar com militantes aguerridas quanto à busca pela igualdade de direitos das mulheres na sociedade. O aborto, porém, dá uma reviravolta. O tema, que tradicionalmente conta com elevado apoio do público que se movimenta nas redes sociais, acima de 80%, tem em dezembro 41% de aprovação. O posicionamento da futura ministra, contrário ao procedimento, até mesmo em casos de estupro, influencia nas opiniões. No conjunto, o Bem-Estar tem 58% de manifestações positivas
Período: 1 a 12 de dezembro

Fonte: .MAP

  • A Economia, por seu lado, ganha espaço e tem expectativas elevadas quando considerada a série histórica: é de 51% em dezembro. O brasileiro continua a procurar emprego, assunto que lidera os debates econômicos, com 35% de participação. Mas o leque de assuntos se diversifica. O preço dos combustíveis está em pauta, com 80% de manifestações favoráveis, após redução do valor nas bombas. Ainda mais positiva é a visão dos internautas neste mês sobre privatizações e licitações, com 98% de apoio. Há, no entanto, descontentamento com a oferta de crédito, com 22% de postagens positivas.  .
Período: 1 a 12 de dezembro

Fonte: .MAP

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