Temas sociais retomam espaço nas discussões da sociedade no primeiro mês após a eleição de Jair Bolsonaro 

Diversidade, Mais Médicos e Escola Sem Partido estão entre os temas mais discutidos pelo público nas redes sociais

Diversidade, Mais Médicos e Escola Sem Partido estão entre os temas mais discutidos pelo público nas redes sociais em novembro. Para o professor Heron do Carmo, há preocupação com a plataforma do novo governo em relação aos costumes
 
  • Após as discussões sobre Política atingirem patamar inédito em outubro, mês em que as urnas confirmaram a vitória de Jair Bolsonaro para a Presidência da República, o Bem-Estar retoma nas redes sociais o espaço que mantinha no período anterior ao início das campanhas. Saúde, representada pelo programa Mais Médicos: Educação, com a realização do ENEM e o Escola Sem Partido; políticas de valorização da Diversidade; e Segurança ganham o foco do interesse do público e levam o Bem-Estar a responder por 39,6% do debate. Aproxima-se da Política que, após monopolizar 98% das discussões do brasileiro em outubro, cai para 57,6%, mas ainda lidera. A Economia, engolida pelo debate eleitoral nos meses de campanha, cresce para 3,2%, com bandeira que não é nova: a procura por Emprego.
Fonte: .MAP
  • Para o professor da USP e consultor técnico da .MAP Heron do Carmo, o avanço das discussões sociais mostra uma sociedade atenta à plataforma do novo governo e disposta a discutir a pauta social colocada à mesa. O ingresso em curso superior continua a ser encarado como a porta que será capaz de levar alunos e familiares a ascenderem economicamente, e faz do ENEM o tema mais discutido no espectro social, com 34,7% de participação e 78% de aprovação. A Educação, contudo, ganha novo e importante foco de debate, o Escola sem Partido. O projeto, que não é unanimidade nem mesmo entre integrantes e conselheiros do futuro governo, conta com opinião dividida: o apoio é de 48%.
Temas de Bem-Estar discutidos pela Opinião Pública e Formadores de Opinião
Período: 1 a 29 de novembro
 
Fonte: .MAP
  • A saída de Cuba do programa Mais Médicos coloca a Saúde no centro das discussões. É o segundo assunto de Bem-Estar mais discutido no mês, logo após o Enem. Formadores de opinião mostram-se mais resistentes ao fim do programa: a rejeição é de 74%. O argumento que sobressai é o da desassistência que se imporá em rincões do País, onde há pouco interesse de brasileiros em ocupar as vagas. A justificativa também ecoa entre a opinião pública, mas parte importante dos brasileiros critica as regras desiguais impostas aos cubanos e concorda com o fim da parceria com Cuba. Entre a Opinião Pública, a aprovação ao fim do acordo é de 53%.
Todos os temas
Período: 1 a 29 de novembro
Fonte: .MAP
  • É no olhar sobre o Governo Bolsonaro em que se manifesta, porém, a maior distância entre formadores de opinião e o público geral. No primeiro grupo, que conta com a Imprensa, formadores de opinião que se manifestam em veículos de comunicação, influenciadores digitais, políticos, partidos e movimentos sociais, o apoio ao novo governo é de 75%. A composição da nova equipe, sobretudo a econômica, é amplamente bem-recebida e eleva a confiança e as expectativas em relação aos rumos do País. Entre a opinião pública, por sua vez, a positividade das manifestações é de 32%. “Há uma ressaca dos vencedores e a continuidade do ativismo de quem perdeu a eleição”, analisa o professor Heron do Carmo. Os apoiadores de Bolsonaro desaceleraram nas manifestações em defesa do presidente eleito após a vitória. Ao mesmo tempo, antipetistas que fizeram de Bolsonaro sua opção mostram que não há carta branca. A oposição, por seu lado, mantém posicionamento crítico e sinaliza não haver ambiente para movimento de concertação nacional.

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