Eleições monopolizam o debate da opinião pública nas redes. Rejeição cresce para todos os candidatos

Bolsonaro continua com ampla liderança na presença. Haddad consolida a segunda posição. Distância para Ciro, porém, se reduz

Bolsonaro continua com ampla liderança na presença. Haddad consolida a segunda posição. Distância para Ciro, porém, se reduz

  • As manifestações sobre eleições crescem 20% na última semana de setembro, em relação à anterior. Os candidatos à presidência respondem por 86% do total.
  • A discussão política partidária e de preferência por candidatos extrapola para questões relativas à diversidade, segurança, mobilidade e educação. Somadas, representam mais de 95% do total, na semana encerrada hoje, 27.
  • Para a diretora geral da .MAP, Marília Stabile, nunca se debateu tanto a política no País.  “As pessoas estão valorizando a democracia expressando suas necessidades. Temas polêmicos , contudo, servem apenas para confrontar opositores. A população, no entanto, quer respostas , com soluções viáveis, no programa de governo. Isso não acontece. Os candidatos se afastam da polêmica em profundidade. Preferem a superfície”, afirma.

Período: 20 a 27/09

Fonte: .MAP

  • As manifestações de reprovação aumentam para todos os postulantes ao Planalto. “Os temas polêmicos estão na pauta, mas não são tratados”, afirma o professor de Economia da USP e consultor técnico da .MAP Heron do Carmo. “Reforma tributária, trabalhista e teto de gastos são levantados apenas para instigar o candidato opositor ”, observa.
  • O campeão em rejeição é Jair Bolsonaro (PSL). O candidato do PSL é alvo de 79% das postagens críticas. Não é a polêmica de recriar a CPMF, proposta por seu assessor econômico Paulo Guedes, que impulsiona as críticas. Essa discussão tem baixa repercussão nas redes, tendo ficado concentrada na cobertura da Imprensa. É o movimento liderado por mulheres e abraçado por artistas e intelectuais, representado pelas hashtags #elenão e #elenunca, que ganha força e expressividade.
  • A campanha faz com que o apoio a Bolsonaro recue para 44%, queda de 18 pontos ante a semana anterior, quando registrou 62%. Ainda assim, não é suficiente para barrar a força da sua base de apoiadores. Entre as manifestações favoráveis aos presidenciáveis, Bolsonaro concentra 83%.

Fonte: .MAP

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