Política domina 92% do debate nas redes sociais na semana e mostra País politizado e com democracia consolidada

  • A 17 dias do 1º turno das eleições, Jair Bolsonaro aumenta a aprovação entre os internautas nas redes sociais na semana encerrada hoje. Conquistou 60% de apoio, ante 40% da semana anterior. O resultado reflete a opinião pública nas redes sociais. O candidato do PSL mostra contar com base de eleitores consolidada.
  • Nem mesmo as campanhas promovidas contra ele, desde a última semana, impulsionas pelas hashtags #elenão e #elenunca, e com grande participação de mulheres e, especialmente, de formadores de opinião, barraram o avanço. Ao contrário, levaram a maior mobilização de seus eleitores, que foram a público fazer sua defesa. O resultado aponta que as campanhas dialogaram apenas com eleitores anti-Bolsonaro – de posicionamento convicto.
  • O apoio a Fernando Haddad também cresce. O avanço é ainda maior que o de Bolsonaro: sai de 53% na semana passada para 85%. O candidato do PT conta com 19% das manifestações sobre os candidatos e ultrapassa Ciro Gomes (PDT), que recua para o terceiro lugar, com 13% de participação. A aprovação ao candidato do PDT também recua, de 73% para 69% nesta semana.
  • “Haddad, que nesta semana já abocanhou uma parte do apoio a Ciro, sobretudo no Nordeste, está com elevado apoio nas redes e em tendência de alta, o que o coloca como o candidato com maior possibilidade de crescimento”, afirma o professor da USP e consultor técnico da .MAP, Heron do Carmo

Fonte: .MAP
  • Marina Silva continua em movimento de desintegração nas redes sociais. A candidata da Rede tem participação inexpressiva, inferior a 1%, entre as menções feitas pela opinião pública sobre os candidatos no Twitter e Facebook.
  • Geraldo Alckmin mantém-se vivo nas redes, mas mantém perfil: não decola. O candidato tem 4% de participação, atrás de Ciro. Galga, porém, mais apoio, de 38%. “Alckmin paga a fatura por não ter investido nas redes sociais. Fica claro nestas eleições que as redes fidelizam o eleitor, que passam a agir como cabos eleitorais”, afirma Heron.
  • Na ponta oposta, os candidatos que se consolidam na dianteira, Bolsonaro e Haddad, são justamente aqueles que mais investiram nas redes no período pré-campanha e de militância mais ativa nas plataformas sociais. “No esforço de informar e não perder espaço para as redes sociais, a imprensa promove uma sequência, dia após dia, de debates, sabatinas e entrevistas com os candidatos. A estratégia reduziu a potência do horário eleitoral gratuito e redistribuiu o tempo de televisão de forma mais uniforme”, acrescenta a diretora-geral da .MAP Marília Stabile. “ No entanto”, lembra, “os temas propostos e as discussões com jornalistas tendem a impactar mais o formador de opinião e os “convertidos“, longe das urgências da população. Junto com os candidatos, segurança e diversidade, ganham a população nas redes sociais”, avalia.
País politizado
  • Os brasileiros estão mobilizados pela Política. Nesta semana, 85% dos debates nas redes tratam das eleições. Em seguida, o público discute a Diversidade, com 3,3% de participação, e a Segurança, com 2,8% – dois temas que estão, neste momento, intrinsecamente relacionados às campanhas eleitorais. Os três temas somados colocam a Política no centro de 92% das discussões nas redes sociais. Mostram, portanto, o processo de profunda politização pelo qual passa a sociedade brasileira.

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