Nível de rejeição a Bolsonaro cresce nas redes sociais. Entre as manifestações negativas, 90% são direcionadas ao candidato do PSL

Ciro mostra o maior espaço para crescer entre os eleitores; Haddad terá de lidar com elevado índice de

Ciro mostra o maior espaço para crescer entre os eleitores; Haddad terá de lidar com elevado índice de rejeição a Lula nas redes; Marina desaparece

  • A semana encerrada hoje, dia 13, é de intenso ativismo político nas redes sociais, impulsionado pelo atentado a faca a Jair Bolsonaro e pela oficialização de Fernando Haddad como o candidato à presidência pelo PT. Entre os assuntos analisados pela .MAP na Política, Economia e Bem-Estar, a campanha à presidência responde por 80% das discussões.
  • O atentado em Juiz de Fora provoca um salto nas menções ao candidato do PSL nas redes. No dia da agressão, a .MAP capturou mais de 2 milhões de posts na Política, ante média de 300 mil postagens diárias.
  • Se a presença positiva de Bolsonaro cresce, a rejeição cresce ainda mais. Nesta semana, 90% das manifestações críticas aos candidatos à presidência foram direcionadas a Bolsonaro. “A rejeição é proporcionalmente bem maior que a aprovação e demonstra que não há espaço para ele ampliar seu eleitorado”, explica o professor de Economia da USP e consultor técnico da .MAP, Heron do Carmo. Entre as manifestações positivas aos candidatos, Bolsonaro responde por 74%.

  • As manifestações positivas ao candidato do PSL, porém, são amplificadas por uma rede constituída por “formadores de opinião” – categoria em que são classificados políticos, partidos, movimentos, imprensa e perfis com mais de 50 mil seguidores. Essa rede de apoio positivo a Bolsonaro é liderada por seus filhos. Eduardo Bolsonaro tem 2,36 milhões de seguidores em suas páginas no Facebook e Twitter somadas, Flávio tem 1,28 milhão e Carlos 719 mil. Neste segmento de “formadores de opinião”, Bolsonaro conta com 80% de manifestações favoráveis. É na Opinião Pública que se exprime a rejeição: 40% das menções a Bolsonaro são positivas – ou 60% são de reprovação.

  • Ciro Gomes (PDT) é o candidato que apresenta o maior potencial de crescimento, de acordo com Heron do Carmo. “O candidato do PDT tem baixo percentual de manifestações negativas e boa base positiva”, explica Heron. É alvo de 4% das manifestações críticas aos presidenciáveis, mas tem 21% das positivas. A presença de Ciro nas redes continua a crescer. Na semana, é o segundo candidato mais mencionado, com 9% do total, e 73% de ocorrências positivas, o mais elevado percentual entre os candidatos. “As frases de efeito de Ciro geram muitos memes e agradam as redes”, analisa a diretora-geral da .MAP, Marilia Stabile. “Ele usa do reducionismo para simplificar propostas e, dessa forma, consegue dialogar com o público que está nas redes”, acrescenta.

(%) de manifestações positivas
Fonte: .Map

  • Fernando Haddad (PT), que saltou para o segundo lugar em menções nas redes no dia 11, quando foi anunciado como o substituto de Lula, agora tem o desafio de manter essa posição. Na semana, fica atrás de Ciro. Somando à Haddad as manifestações positivas sobre Lula, o candidato do PT tem 12%, ante 21% de Ciro. Haddad ainda terá de lidar com o elevado índice de rejeição a Lula, o segundo maior nas redes, de 8%.
  • Logo atrás de Haddad aparece Geraldo Alckmin (PSDB), com 3% das menções nas redes sociais. O tucano continua sem embaixadores. Do total de manifestações, 98% são de reprovação. “Alckmin precisa reconquistar o eleitor que perdeu por conta das denúncias contra Aécio Neves e a rejeição do paulistano a seu afilhado político João Doria”, observa Heron. A presença de Marina Silva (Rede), por sua vez, se desintegra nas redes.

 Violência

  • O atentado a Bolsonaro dá força à discussão sobre Segurança. Depois dos Candidatos, o Desarmamento é o assunto mais discutido nesta semana, com 59% de apoio. Violência, Homicídio e Feminicídio também figuram entre os oito temas mais debatidos nesta semana.

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