Ciro Gomes dá salto em presença e apoio nas redes e mostra-se como o principal herdeiro dos votos de Lula; Alckmin segue sem apoiadores

Bandeiras femininas não aderem à imagem de Marina; Polarização entre Bolsonaro e PT se consolida O início da

Bandeiras femininas não aderem à imagem de Marina; Polarização entre Bolsonaro e PT se consolida

  • O início da campanha gratuita em rádio e TV leva ao aumento das manifestações em torno de Geraldo Alckmin (PSDB) nas redes sociais, segundo a agência de análise .MAP. O tucano soma 7,2% de participação no debate sobre os candidatos ao Planalto, com forte alta das repercussões positivas, que saem de apenas 16,49% em agosto para 52,8% em setembro. Não é o “candidato” Geraldo Alckmin, porém, que ganha apoio nas redes. “Alckmin continua sem apoiadores nas redes sociais. É sua campanha contra Bolsonaro que conquista adeptos. As manifestações a ele crescem entre os eleitores que se posicionam contrários a Jair Bolsonaro e cujos votos estão, por ora, diluídos entre diversas candidaturas”, afirma a diretora da .MAP Giovanna Masullo.

Percentual de manifestações positivas sobre os candidatos

Fonte: .Map
  • O ex-governador de São Paulo encosta em Ciro Gomes, que tem 7,41% de participação. O candidato do PDT, porém, obtém um salto de qualidade em sua presença nas redes: soma 73,3% de repercussão positiva, o mais elevado índice deste início de mês, batendo até mesmo João Amôedo (NOVO), que fecha com 73,2% de apoio.
  • Ciro mostra-se, neste início de mês, o principal herdeiro dos votos de Lula. Além de angariar a simpatia dos eleitores do ex-presidente, amplia o apoio entre os brasileiros de posição mais conservadora e alinhados ao centro. A proposta de limpar o nome dos brasileiros do SPC o favorece. A ideia emplaca entre o público geral e contribui para seu crescimento nas redes sociais. Não por acaso – e em complemento – o terceiro tema que mais gera engajamento nas páginas oficiais do candidato nos primeiros dias de setembro é a proposta de taxação de fortunas.

Participação das manifestações totais – 1 a 4 de setembro

Fonte: .Map
  • De modo diverso, a bandeira das mulheres não mostra aderência à imagem de Marina Silva (REDE). Após o impulso obtido com o embate protagonizado com Jair Bolsonato na Rede TV!, a candidata perde força. Sua presença nas redes fica estável, com 3,92% de participação, mas o apoio recua de 60,96% em agosto para 47,32% em setembro.
  • “É a polarização Bolsonaro e PT, no entanto, que avança nas redes”, avalia o professor da USP e consultor técnico da .MAP Heron do Carmo. Inerte aos ataques que recebe desde sábado no horário gratuito em rádio e TV veiculados pelo PSDB, Bolsonaro mantém trajetória ascendente. É o líder inconteste em manifestações, com 46% do total, sendo 64,6% favoráveis – percentual maior que o de agosto, quando contou com 51,6% de apoio. Do total de manifestações exclusivamente positivas aos candidatos, a participação de Bolsonaro é ainda maior, de 56%.

Participação das manifestações totais – 1 a 4 de setembro

Fonte: .Map
  • Lula é o segundo em presença nas redes, com 36% de participação. Mas as manifestações críticas ao ex-presidente ganham intensidade e somam 81% do total. A queda do apoio a Lula reflete a decisão do TSE que o tornou inelegível – exaltada por parte da sociedade brasileira – mas mostra sobretudo uma militância petista que se vê órfã de candidato. Sem saber quem apoiar, a base do PT recua nas redes e cobra a oficialização de Fernando Haddad como o candidato a presidente.
  • O impasse no PT não favorece Haddad. Embora seja o terceiro “candidato” mais citado nas redes, atrás de Bolsonaro e Lula, ele perde apoio. O ex-prefeito de São Paulo registrou 95% de manifestações favoráveis em julho, mês em que a chapa tríplice foi anunciada. Recuou para 79% em agosto e chega a 57,8% em setembro.

    Museu

  • A comoção nacional causada pelo incêndio que destruiu o Museu Nacional no Rio de Janeiro leva o debate sobre o apoio à Cultura no Brasil ao segundo lugar em manifestações nas redes sociais, atrás apenas dos candidatos. Até a manhã do dia 4, o assunto respondeu por 7,69% do debate nas redes, atrás apenas dos candidatos à presidente. Entre a manhã do dia 4 e hoje, 5, o museu subiu para 31,8%. O tom é de consternação, que se intensificou ao longo dos dias, e de perda de identidade cultural. Partidos e políticos dos mais diversos posicionamentos buscaram explorar o incêndio. A sociedade rejeitou as narrativas de todos eles: a percepção é de má gestão da cultura e dos recursos públicos, independentemente do partido político e da esfera. Mas o maior desgaste recaiu para o governo Temer. Foi o terceiro assunto mais discutido na semana, tendo por pano de fundo a visão de descaso com a ciência e a cultura – e 100% de manifestações críticas.

Participação das manifestações totais – 1 a 4 de setembro

Fonte: .Map

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