Copa do Mundo mostra sua face na política e na diversidade. Apoio da sociedade sobre a agenda nacional sobe de 40% para 44%, na terceira semana de junho

Legalização do aborto, imigração e o futuro da Lava-Jato revelam manifestações extremadas

Legalização do aborto, imigração e o futuro da Lava-Jato revelam manifestações extremadas

As faces da Copa do Mundo na política e na diversidade, com foco no machismo, entraram na agenda nacional e lideraram os debates da opinião pública, nas redes sociais, e dos formadores de opinião (grupo que abrange imprensa, influenciadores digitais, políticos, partidos, instituições e movimentos). Na terceira semana de junho, terminada no dia 20, ocupou 13% das manifestações no conjunto de todos os temas debatidos, com 61% se mostrando favoráveis ao torneio. As discussões extrapolaram os gramados e serviram como gancho para novas interfaces, que vão da política às relações de gênero. É o que mostra o IP Brasil – Opinião, índice elaborado pela agência de análise .MAP que mede o apoio da sociedade aos principais temas da atualidade.

Publicações bem-humoradas relacionam a crença de que o Brasil saia vitorioso no campeonato à ideia de que o país vai melhorar depois das eleições ou a impopularidade do árbitro que apitou a partida do país contra a Suíça à do presidente Michel Temer. Em outra frente, um vídeo em que torcedores brasileiros induzem uma russa a repetir frases de cunho sexual ganhou repercussão e levou a posicionamentos opostos e extremos: de um lado os que viram na atitude dos brasileiros uma forma de machismo e desrespeito e, de outro, os que encararam o episódio apenas como uma brincadeira que não deveria ter maiores consequências. No cômputo final, 78% se mostraram contrários ao comportamento dos torcedores brasileiros.

Confira os demais destaques da semana:

  • Legalização do aborto na Argentina impulsiona debate no Brasil: o tema teve participação de 12% na opinião pública e nos formadores de opinião, com 84% de apoio. Nas redes sociais, ganhou repercussão a participação da atriz Malu Mader no programa Encontro com Fátima Bernardes, no qual defendeu que ninguém é a favor do aborto em si, mas que, na sua visão, é algo que já acontece e que criminaliza a mulher pobre, sendo, portanto, uma questão de saúde pública;
  • Isoladamente, nas eleições, formador de opinião foca no perfil do eleitorado, enquanto o eleitor presta atenção no candidato. Somando os dois públicos, as eleições ocuparam 17% do debate na semana;
  • A revelação de que os Estados Unidos vêm separando crianças de pais que tentam entrar ilegalmente no país ganhou impulso ontem e hoje. Mais na imprensa do que nas redes sociais, as críticas à política do presidente norte-americano, Donald Trump, subiram o tom e o presidente norte-americano teve que retroceder e revogar a medida;
  • A Lava-Jato voltou a ganhar força com a notícia de que deputados federais articulam uma CPI para investigar supostos abusos da operação e com o julgamento da presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Com participação modesta, em 12% do debate, depois de já ter alcançado 40% a 50%, a operação teve apoio de 47% das manifestações na semana;
  • Passado o impacto da alta dos combustíveis, a economia volta ao seu patamar habitual, com 8% de participação na semana e 15% de positividade. O desemprego responde por 47% das manifestações relativas à economia.

Veja abaixo os principais temas da semana, sua participação total no debate e o IP (índice de positividade) de cada um.

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