Política ocupa 68% do debate nas redes sociais e na imprensa; sociedade avalia leque de candidatos

Dos dez temas mais comentados na semana, oito são de política ou economia; desemprego ressurge como uma das

Dos dez temas mais comentados na semana, oito são de política ou economia; desemprego ressurge como uma das principais queixas

As eleições se firmam na pauta da sociedade. Mesmo sem nenhum evento específico impulsionando o debate, na semana passada a política respondeu por 68% do debate da opinião pública nas redes sociais e dos formadores de opinião, grupo que abrange imprensa, influenciadores digitais, políticos, partidos, movimentos e instituições. Tirando abril, mês da prisão do ex-presidente Lula, é o patamar mais alto nos últimos 12 meses. É o que mostra o IP Brasil – Opinião, índice elaborado pela agência de análise MAP que mede o apoio aos principais temas debatidos na sociedade. O índice vai de 0% a 100%, sendo mais positivo quanto mais próximo de 100%.

Na semana, os pré-candidatos à Presidência estiveram no centro do debate, com nível de apoio, de forma geral, mais alto do que nos últimos meses. Lula é o que tem maior participação (19% do total) e maior apoio (65%), seguido pelo deputado Jair Bolsonaro (15% de participação e 59% de manifestações favoráveis). Começam a ter maior presença também outros nomes da cena eleitoral, como Geraldo Alckmin, presente em 2,1% das manifestações, com 37% de apoio, Marina Silva (Rede – AC), com 2% de participação e 52% de apoio, e Ciro Gomes (PDT-CE), com 1,2% de participação e 63% de apoio.

Nas redes sociais, as publicações favoráveis a Lula defendem que ele tenha o direito de se candidatar, citam pesquisa do Datafolha que o coloca em primeiro lugar na corrida presidencial e repercutem carta de um grupo de professores do Reino Unido, publicada no jornal britânico The Guardian, que trata o ex-presidente como preso político. As menções a Bolsonaro também repercutem a pesquisa do Datafolha publicada no domingo e que o traz em segundo lugar na corrida, atrás de Lula, e em primeiro sem o ex-presidente. Do lado negativo, comemoram decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que decidiu suspender a implementação do voto impresso nas eleições, uma das bandeiras do deputado do PSL. Abaixo é possível conferir o nível de apoio aos pré-candidatos desde fevereiro, com os números de junho atualizados até o dia 13.

Desemprego puxa pessimismo sobre a economia

De forma geral, o sentimento de positividade em relação ao país está um pouco mais alto na primeira quinzena de junho (39%) do que em maio (23%), período que foi fortemente afetado pelas insatisfações expressas na greve dos caminhoneiros. Vale destacar, no entanto, que o otimismo ainda é baixo e em patamar de crise (35%). O maior pessimismo vem da economia, com 86% de manifestações negativas no mês, puxada pelo desemprego, que responde por 41% de toda a discussão sobre economia na imprensa e nas redes sociais.

Racismo e violência continuam na pauta

Os temas de bem-estar (subíndice que abrange educação, diversidade, segurança e mobilidade) e dizem respeito diretamente ao cotidiano da população, perdem espaço na semana e respondem por 17,5% das manifestações. Mesmo assim, racismo e violência aparecem entre os dez temas com maior participação na semana. É relevante e mostra que o assunto é pauta permanente da sociedade, especialmente considerando que não houve nenhuma notícia específica impulsionando o debate.

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