Diversidade marca presença com casamento da atriz Meghan Markle com o príncipe Harry e Dia Internacional Contra a Homofobia

A recente escalada no preço dos combustíveis e a subsequente greve dos caminhoneiros, que começa a gerar desabastecimento nos centros urbanos, esquentaram o debate sobre a situação econômica do país e ganhou contornos políticos. O tema foi o principal responsável por fazer a participação da economia subir de 2% em abril para 12,5% na última semana e, sozinho, representou 6,4% de todo o debate da opinião pública nas redes sociais e dos formadores de opinião (grupo que abrange imprensa, influenciadores digitais, políticos, partidos, instituições e movimentos). É o que mostra o IP Brasil – Opinião, índice elaborado pela agência de análise .MAP que mede o apoio da sociedade aos principais temas da atualidade.

Não causa surpresa o protesto contra o aumento do preço dos combustíveis. O apoio ao tema ficou em apenas 3% nesses dois públicos. Nas redes sociais, o assunto extrapolou para uma discussão sobre outros dados econômicos e a responsabilidade do governo Temer em relação a eles. Um meme no Twitter compara a cotação do dólar, a taxa de desemprego, o preço da gasolina e do botijão e gás entre 2014 e 2018, com números mais positivos em 2014. Mostra a avenida Paulista, em São Paulo, tomada pela multidão em 2014, com o pato inflável gigante que marcou os protestos contra o governo Dilma, e o mesmo lugar agora, sem nenhuma manifestação. A representação sugere a reação contra o governo Dilma em situação menos crítica do que agora, com o presidente Temer. O meme viralizou e somou 60 mil curtidas e 40 mil compartilhamentos. A consequência sobre a valorização do governo foi imediata: o apoio à atual gestão atingiu 1%, na semana em que o presidente anunciou que não irá concorrer à reeleição, em nome da candidatura de Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda, com o forte apelo de ser o responsável por tirar o país da crise econômica.

Princesa pode ser feminista?

Os temas ligados ao cotidiano da população, agrupados no subíndice Bem-Estar, voltam a ganhar participação e responderam por 37% do debate na semana. O casamento da atriz americana Meghan Markle com o príncipe Harry, da Inglaterra, levantou nas redes sociais a discussão sobre o que pode ser considerado feminismo. Uma crítica afirmava que ela seria feminista apenas até aparecer um príncipe, para então “usar um vestido de noiva, entrar na igreja e ter cinco filhos”. Na ponta oposta, a visão de que ser feminista é ter liberdade de escolha, inclusive para casar. Na balança, ganhou o apoio ao feminismo, com 84% das manifestações favoráveis.

O debate sobre a diversidade também foi impulsionado pelas manifestações do Dia Internacional Contra a Homofobia, celebrado em 17 de maio. O tema alcançou 4,5% de participação no debate, com 100% de apoio.

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