IP Brasil Opinião – Sociedade apoia decisão contra Lula no STJ

Tripé desemprego, política e segurança concentra pauta no início de março     

Tripé desemprego, política e segurança concentra pauta no início de março     

O debate político ganhou espaço na semana que passou, mas o desemprego foi a maior queixa manifestada nas redes. No centro da discussão, a Lava Jato volta ao protagonismo com a decisão do STJ em relação ao pedido de habeas corpus preventivo feito pela defesa do ex-presidente Lula para tentar evitar que ele fosse preso após sua condenação em 2ª instância. A sociedade – formadores de opinião, tanto na imprensa quanto nas redes sociais, e opinião pública – apoiou a decisão do tribunal de negar o habeas corpus com 63% de positividade para a operação Lava Jato, revela o IP Brasil – Opinião desta semana. Para comparar, a operação tinha positividade de apenas 32% em fevereiro. Em impacto, ou espaço nas discussões, avançou de 8,5% no mês de fevereiro para 15%, na primeira semana de março.

O apoio à decisão não implica, porém, queda da positividade do próprio Lula, que, nos últimos sete dias, ficou em 67%. Além da positividade significativa, as manifestações que envolvem o presidente tiveram uma participação de 15% no debate total.  O principal motivo a sustentar o bom desempenho foi a atuação da rede de apoiadores do ex-presidente, incluindo o destaque a notícias positivas durante seu governo, como o aumento do salário mínimo, até a  assinatura da filiação de Marcia Tiburi ao PT. Também a divulgação de que o ativista argentino Adolfo Pérez, ganhador do Nobel da Paz, em 1980, iria indicar Lula para a próxima edição do prêmio. A positividade em relação ao julgamento ajudou a puxar para cima o IP Brasil – Opinião, geral, que abrange todos os temas discutidos pela sociedade. Ele passou de 35% em fevereiro para 39% na primeira semana de março, nível ainda crítico, mas fora da crise.

No sentido contrário, economia foi o tema com menor positividade na semana – apenas 10%. A razão é uma só: o desemprego. O assunto dominou as manifestações da sociedade, com 25% no total analisado, e 97% de participação, nas redes sociais, na economia. A positividade é inédita: zero. Ou, quem se manifestou sobre o assunto, o fez de forma negativa. Reforçou a percepção desfavorável a divulgação de que a taxa de desemprego ficou em 12,2% no trimestre encerrado em janeiro, segundo dados do IBGE, número acima do esperado pelos analistas. “Governantes, políticos e formadores de opinião não conseguem transmitir ou discutir com a opinião pública uma pauta cotidiana de temas de economia. Os assuntos ou são datados ou complexos demais. Sem essa identificação, a discussão é monotemática e sobram a queixa e o vazio. Dirigentes não tem narrativa para o cotidiano”, avalia Marília Stábile, diretora-geral da agência de análise .MAP. Mesmo assim, a participação da economia no índice cresceu, de 15% em fevereiro para 28,8% nesta semana, o que mostra o descontentamento com o índice do IBGE para o formador de opinião, enquanto a opinião pública se queixa: a positividade caiu de 21% para 10%. De forma isolada, emprego é o tema de maior participação no índice nesta semana (25%).

Embora as manifestações sobre a intervenção federal tenham diminuído, a preocupação com a segurança pública não saiu da pauta e ocupa o terceiro lugar entre os temas com maior participação no índice (12,7%). Ele se manifesta em publicações que tratam de violência, assaltos, estupros e o debate sobre as drogas. A opinião pública puxa novamente o debate para aquilo que lhe afeta diretamente: a segurança.

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