População se divide na aprovação das tropas no Rio

Ação levanta debate que ultrapassa a violência. Discussão vai da falência do Estado às eleições.

A divisão entre a aprovação ou não sobre a chegada das Forças Armadas é a marca das opiniões sobre intervenção no Rio de Janeiro. O Índice de Positividade sobre a decisão do presidente Michel Temer alcançou 46% e liderou a discussão entre formadores de opinião e opinião pública na última semana de fevereiro terminada no dia 21. É o assunto líder da semana, e o segundo mais debatido no mês. O Índice de 46% supera o IP Brasil Opinião total de 35% no período. A análise realizada pela agência .MAP reflete a qualidade das expectativas sobre o país em torno da agenda nacional, envolvendo os principais temas da Política, Economia e Bem-estar. O universo envolve o conjunto de 1,2 milhão de posts e a avaliação de 280 formadores de opinião, semanalmente. O IP Brasil Opinião varia de zero a 100%. Quanto mais perto de 100%, mais positivo.

Mais: a discussão sobre o envio das tropas vai além da questão da segurança. Neste debate, predomina a oportunidade do ganho da imagem política para o presidente – inclusive para eventual candidatura, ao lado da esperança na redução da violência. O painel desenhado é o da dúvida sobre legalidade, corrupção sistêmica, reflexo potencial nas contas públicas e o peso de um sucesso – ou insucesso – da operação nas eleições. A transversalidade do tema é outra marca.

Além da dúvida sobre os resultados da intervenção, tampouco os dados objetivos que apontam a melhora da economia reduziram a rejeição ao presidente Temer. O Índice de Positividade da  Política subiu com o fator segurança: foi de 28% na semana anterior para 33% na atual,  mas o IP do presidente caiu: de 6% para 2% no período. Colabora para a pouca popularidade de Temer, medida pelo IP acumulado no mês, sua exposição no Carnaval, citado negativamente em desfiles na avenida.

Percepção com economia não avança

A cesta de dados positivos no campo econômico, com melhora no emprego, queda da inflação e a expectativa de novo recuo nos juros, não consegue dar peso no IP de Economia, que recuou discretamente, de 26% para 25%.  “A economia caminha para um ambiente de certa normalidade, mais positivo, enquanto crescem as incertezas no campo político”, comenta Heron do Carmo, consultor da .MAP. Esta maior normalidade, contudo, não tem força para melhorar a percepção da sociedade, que não vê refletido no seu dia-a-dia os indicadores. O item Bem-Estar – basicamente por força da negatividade em relação à segurança pública –  caiu de 49% para 43%.

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