Eleições e aumento do debate contra a homofobia garantem expectativas positivas. Economia melhora, mas em nível de crise

A Agenda Nacional reflete, tanto na opinião pública, nas redes sociais, quanto entre formadores de opinião, nos veículos impressos, uma maior positividade da sociedade e um posicionamento claro em relação a temas em alta como homossexualidade. Os dados levantados pela .MAP revelam, contudo, um descolamento dos temas em pauta pelos dois públicos –  principalmente em relação aos temas da agenda econômica.

A positividade do conjunto das opiniões saltou de 31%, na semana anterior, para 39% até o dia 27 de setembro.  Há melhora nos três grandes assuntos. A maior variação ocorreu no IP de Política com avanço de 31% para 42%; a positividade com a Economia saltou 10 pontos, para 28%, e Bem-Estar subiu menos, de 38% para 40%, mantendo um patamar elevado.

Eleições na agenda

As eleições de 2018 começam a ganhar corpo, com a movimentação de eventuais candidatos à presidência, e chega a um IP de 75%, com participação crescente no índice. Atinge atuais 10%. O desempenho do tema Investigações, dentro do contexto de Lava Jato, segue estável e ensaia encontrar seu piso. Depois de dominar 70% da Política, reduziu a participação para o nível de 48%. É nítido o esgotamento e a decepção, especialmente após o episódio Joesley Batista e a conduta do Rodrigo Janot. O índice de positividade é de 58%. Bem abaixo dos 85% atingidos ao longo de 12 meses.

Economia: agenda dividida

Formador de opinião e opinião pública têm interesses diferentes particularmente em Economia. A recuperação dos indicadores macroeconômicos, com alta do PIB, tem um IP de 88% e é o segundo item de maior peso. Como informa a tabela abaixo, só perde apenas para Lava Jato. Nas redes sociais, o tema PIB não registra exposição relevante. Em Economia, o que impacta e ganha espaço nos discursos é a procura de emprego, com IP quase zerado: de 1% de positividade. É o segundo tema mais debatido nas redes, com 10%, também atrás de Lava-Jato.

Bem-estar: segurança não sai da pauta 

Ponto comum de exposição nos dois ambientes é o tema segurança, em alta com a operação na Rocinha, no Rio de Janeiro. O IP é 28% e a participação, em Bem-Estar, chega a 17%, perdendo apenas para Diversidade que segue em primeiro plano, graças às discussões sobre homofobia (negativo), homossexualidade (com apoio da população) e os episódios repetidos de violência contra a mulher.

 

Sobre Marília Stabile

Sócia e Diretora Geral da .MAP, jornalista, liderou, em 2014, a equipe de criação do Índice de Impacto e Perspectiva, o IP. Coordena a análise editorial de economia e política e a auditoria de imagem de empresas como Souza Cruz, Gol, Vale, ANBIMA, Santander, B2W, Submarino, Shoptime, Soubarato, Lojas Americanas, Roche, Ministério do Planejamento, Governo de São Paulo, Roche, Universidade Estácio. Liderou a equipe de criação do Índice de Qualidade de Exposição na Mídia, o IQEM, da CDN Comunicação Corporativa, em 2002. Iniciou a atividade em análise e auditoria de imagem em 1995 e desenvolveu trabalhos para mais de 240 marcas de todos os setores da economia para empresas brasileiras e multinacionais, bem como do poder Executivo federal e estadual. Atuou em consultoria com foco em planejamento estratégico, gestão de crise, fusões e aquisições. Jornalista de economia há 35 anos, foi editora de conjuntura e macroeconomia da Gazeta Mercantil, diretora da agência Dinheiro Vivo, repórter especial da TV Globo, Rádio Globo, Rádio Excelsior (atual rede CBN), Abril Vídeo. Tem formação em psicanálise.